sábado, 1 de agosto de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Santa Isabel - Rainha de Portugal

Santa Isabel, filha de Pedro III, rei de Aragão, nasceu em 1217. Menina de tenra idade, fornecia indícios indubitáveis de futura santidade, tanto pela grande caridade e compaixão que tinha aos pobres, como pelo amor com que se dedicava à oração e às práticas de piedade. A igreja era seu lugar predileto, onde passava horas rezando. Com oito anos, recitava o divino ofício diariamente, costume que conservou durante toda a vida.
Menina ainda, jejuava todos os sábados e nas Vigílias das festas marianas.
Todo o exterior, o modo de falar e agir, interpretava-lhe nitidamente o grande amor à pureza de coração. Dotada de inteligência invulgar, era, pela sua virtude, por todos estimada e venerada.
Na idade de doze anos, foi dada em matrimônio a Diniz, rei de Portugal.
Conservando as práticas de piedade, procurou Isabel santificar-se em seu novo estado. Em três épocas durante o ano observava um jejum, cada vez de quarenta dias, alimentando-se quase exclusivamente de pão e água. Em tudo havia método – tanto na oração, como nos trabalhos. Nunca alguém a encontrava ociosa, mas sempre ocupada em coisa útil. Assídua na recepção dos santos sacramentos, para eles se preparava com muito cuidado. As pessoas que lhe aconselhavam maior moderação nos trabalhos, orações e penitências, Isabel respondia: “Poderá haver maior utilidade e necessidade da oração, que na idade em que os perigos e as paixões se apresentam mais fortes”?
Especial atenção dedicava aos pobres e aos doentes. Isabel costumava dizer: “Outro motivo Deus não teve de colocar-me sobre o trono, senão de proporcionar-me os meios de socorrer os necessitados”. Dia não passava, sem que a santa rainha fizesse obras de caridade, ora em socorrer os pobres, ora em visitar os doentes. Deus recompensou essa dedicação com o Dom de milagres. Uma pobre mulher, cujo corpo estava coberto de úlceras, recuperou a saúde com um abraço, que Isabel lhe deu. Em todas as sextas-feiras da quaresma, como na Quinta-feira Santa, costumava Isabel lavar os pés a treze mulheres. Entre estas havia uma, cujo pé apresentava uma ferida asquerosa. A santa rainha não só lavou a ferida, mas, terminada essa manipulação, levou a penitência ao ponto de imprimir um ósculo sobre o lugar ferido do pé, e este sarou imediatamente. Em outra ocasião uma cega desde a infância obteve a vista, em virtude da oração de Isabel. Muitos doentes foram curados com o sinal da cruz, que a Santa sobre eles fazia.
O rei, seu esposo, era o contrário quanto à virtude. Embora Isabel lhe soubesse os desregramentos e muito se entristecia, ao ver os crimes que Diniz cometia contra Deus, nunca proferiu uma palavra sequer de queixa, mas com uma paciência invencível suportava o marido, pedindo a Deus sua salvação.
Teve a satisfação de obter esta graça. Um pajem teve a ousadia de levantar uma grande calúnia à rainha, acusando-a de relações ilícitas com um jovem fidalgo, que a auxiliava na distribuição de esmolas. El-rei D. Diniz, solerte em acreditar na infâmia, deu ordem ao caieiro da corte para atirar ao forno o jovem que se apresentaria no dia seguinte, com a pergunta se já havia executado a ordem real. – Ora, o encarregado desta missão assassina foi justamente o jovem escudeiro da rainha, que, cônscio de sua inocência, sem preocupações se dirigiu à caieira.
No trajeto, ouviu, porém, o toque da Missa e, como sendo bom cristão, não deixasse passar o dia sem assistir ao Santo Sacrifício, se dirigiu à igreja, não achando inconveniente em antecipar a assistência da Missa ao cumprimento da ordem real. Assim fez, mas, em lugar de uma, assistiu a duas Missas. Por outra vez, D. Diniz, aflito por saber do resultado da macabra missão, enviou à caieira o moço perverso e acusador, que gostosamente tratou de certificar-se da morte da vítima da calúnia. Mal chegou à presença do mestre da caieira, que este, surdo aos protestos e súplicas do gentil-homem, mandou lançá-lo ao forno incandescente. Decorridos poucos minutos, apareceu o moço caluniado, dirigindo ao mestre a pergunta, como lhe fora ordenado pelo rei. Obtendo resposta afirmativa, voltou ao palácio, transmitindo a El-rei o recado obtido. D. Diniz muito se admirou de ver em sua presença, vivo aquele que morto devia estar, e imediatamente fez indagações. Ciente de tudo, reconheceu a patente intervenção da Divina Providência na defesa dos dois inocentes.
D. Diniz muito se arrependeu da leviandade com que dera crédito a tão vil calúnia, contra pessoa digna de toda a sua veneração.
O príncipe Afonso tinha organizado um levante contra o rei, seu pai. Isabel procurara todos os meios para afastar o filho dos planos sinistros. Não obstante houve que acusasse a rainha de combinação com o filho revoltoso.
O rei, sem examinar a questão, expulsou a rainha do palácio, dando-lhe por morada uma casa de campo. Isabel apelou para Deus, que não tardou em patentear a inocência da rainha. Desde então, reinou a mais completa harmonia entre os esposos, e Diniz começou a tratar a esposa com todo respeito e consideração. Caindo gravemente doente, Isabel não se lhe afastou da sua cabeceira. Não só lhe foi a enfermeira mais dedicada, mas preparou-o com todo o cuidado e amor para a recepção dos últimos Sacramentos. Diniz morreu cristamente. Isabel por seu turno pediu admissão no convento das religiosas de Santa Clara, em Coimbra, de que era fundadora. As religiosas, porém, fizeram-lhe ver que sua presença no mundo seria muito mais útil do que no convento. Isabel habitou então uma casa nas proximidades do convento e começou uma vida só de Deus, a serviço dos pobres e doentes. Duas peregrinações fez a Compostela, na Espanha; a primeira, logo depois da morte do marido, e a Segunda por ocasião de um jubileu. Esta última foi feita a pé, e em companhia de duas empregadas, fazendo as três romeiras a penitência de viver de esmolas que pediam.
De volta da Segunda peregrinação, soube de uma guerra que ia rebentar entre o filho Afonso e um rei vizinho e parente. Isabel, que de Deus tinha recebido o Dom de reconciliar ânimos exaltados e desfazer inimizades, pôs-se entre os dois litigantes e obrigou-os a fazerem as pazes.
Tendo chegado a Estremadura, Isabel adoeceu gravemente. Pressentindo a morte, para ela se preparou com todo fervor. Vestida de Clarissa, recebeu de joelhos o Santíssimo Viático. Próxima a morte, deu conselhos aos filhos, de conservar a paz e proceder sempre cristamente. Entre as dores da doença, repetiu muitas vezes a jaculatória:
“Ó Maria, Mãe das graças, Mãe de misericórdia, defendei-me contra o espírito maligno e recebei-me na hora da morte”.
Isabel morreu em 1336, na idade de 65 anos. Trezentos anos depois da morte foi-lhe o corpo encontrado sem sinal de corrupção, exalando perfume deliciosíssimo. Grandes milagres Deus se dignou fazer no túmulo de sua serva.
Isabel foi canonizada pelo Papa Urbano VIII, no ano de 1625.
Menina ainda, jejuava todos os sábados e nas Vigílias das festas marianas.
Todo o exterior, o modo de falar e agir, interpretava-lhe nitidamente o grande amor à pureza de coração. Dotada de inteligência invulgar, era, pela sua virtude, por todos estimada e venerada.
Na idade de doze anos, foi dada em matrimônio a Diniz, rei de Portugal.
Conservando as práticas de piedade, procurou Isabel santificar-se em seu novo estado. Em três épocas durante o ano observava um jejum, cada vez de quarenta dias, alimentando-se quase exclusivamente de pão e água. Em tudo havia método – tanto na oração, como nos trabalhos. Nunca alguém a encontrava ociosa, mas sempre ocupada em coisa útil. Assídua na recepção dos santos sacramentos, para eles se preparava com muito cuidado. As pessoas que lhe aconselhavam maior moderação nos trabalhos, orações e penitências, Isabel respondia: “Poderá haver maior utilidade e necessidade da oração, que na idade em que os perigos e as paixões se apresentam mais fortes”?
Especial atenção dedicava aos pobres e aos doentes. Isabel costumava dizer: “Outro motivo Deus não teve de colocar-me sobre o trono, senão de proporcionar-me os meios de socorrer os necessitados”. Dia não passava, sem que a santa rainha fizesse obras de caridade, ora em socorrer os pobres, ora em visitar os doentes. Deus recompensou essa dedicação com o Dom de milagres. Uma pobre mulher, cujo corpo estava coberto de úlceras, recuperou a saúde com um abraço, que Isabel lhe deu. Em todas as sextas-feiras da quaresma, como na Quinta-feira Santa, costumava Isabel lavar os pés a treze mulheres. Entre estas havia uma, cujo pé apresentava uma ferida asquerosa. A santa rainha não só lavou a ferida, mas, terminada essa manipulação, levou a penitência ao ponto de imprimir um ósculo sobre o lugar ferido do pé, e este sarou imediatamente. Em outra ocasião uma cega desde a infância obteve a vista, em virtude da oração de Isabel. Muitos doentes foram curados com o sinal da cruz, que a Santa sobre eles fazia.
O rei, seu esposo, era o contrário quanto à virtude. Embora Isabel lhe soubesse os desregramentos e muito se entristecia, ao ver os crimes que Diniz cometia contra Deus, nunca proferiu uma palavra sequer de queixa, mas com uma paciência invencível suportava o marido, pedindo a Deus sua salvação.
Teve a satisfação de obter esta graça. Um pajem teve a ousadia de levantar uma grande calúnia à rainha, acusando-a de relações ilícitas com um jovem fidalgo, que a auxiliava na distribuição de esmolas. El-rei D. Diniz, solerte em acreditar na infâmia, deu ordem ao caieiro da corte para atirar ao forno o jovem que se apresentaria no dia seguinte, com a pergunta se já havia executado a ordem real. – Ora, o encarregado desta missão assassina foi justamente o jovem escudeiro da rainha, que, cônscio de sua inocência, sem preocupações se dirigiu à caieira.
No trajeto, ouviu, porém, o toque da Missa e, como sendo bom cristão, não deixasse passar o dia sem assistir ao Santo Sacrifício, se dirigiu à igreja, não achando inconveniente em antecipar a assistência da Missa ao cumprimento da ordem real. Assim fez, mas, em lugar de uma, assistiu a duas Missas. Por outra vez, D. Diniz, aflito por saber do resultado da macabra missão, enviou à caieira o moço perverso e acusador, que gostosamente tratou de certificar-se da morte da vítima da calúnia. Mal chegou à presença do mestre da caieira, que este, surdo aos protestos e súplicas do gentil-homem, mandou lançá-lo ao forno incandescente. Decorridos poucos minutos, apareceu o moço caluniado, dirigindo ao mestre a pergunta, como lhe fora ordenado pelo rei. Obtendo resposta afirmativa, voltou ao palácio, transmitindo a El-rei o recado obtido. D. Diniz muito se admirou de ver em sua presença, vivo aquele que morto devia estar, e imediatamente fez indagações. Ciente de tudo, reconheceu a patente intervenção da Divina Providência na defesa dos dois inocentes.
D. Diniz muito se arrependeu da leviandade com que dera crédito a tão vil calúnia, contra pessoa digna de toda a sua veneração.
O príncipe Afonso tinha organizado um levante contra o rei, seu pai. Isabel procurara todos os meios para afastar o filho dos planos sinistros. Não obstante houve que acusasse a rainha de combinação com o filho revoltoso.
O rei, sem examinar a questão, expulsou a rainha do palácio, dando-lhe por morada uma casa de campo. Isabel apelou para Deus, que não tardou em patentear a inocência da rainha. Desde então, reinou a mais completa harmonia entre os esposos, e Diniz começou a tratar a esposa com todo respeito e consideração. Caindo gravemente doente, Isabel não se lhe afastou da sua cabeceira. Não só lhe foi a enfermeira mais dedicada, mas preparou-o com todo o cuidado e amor para a recepção dos últimos Sacramentos. Diniz morreu cristamente. Isabel por seu turno pediu admissão no convento das religiosas de Santa Clara, em Coimbra, de que era fundadora. As religiosas, porém, fizeram-lhe ver que sua presença no mundo seria muito mais útil do que no convento. Isabel habitou então uma casa nas proximidades do convento e começou uma vida só de Deus, a serviço dos pobres e doentes. Duas peregrinações fez a Compostela, na Espanha; a primeira, logo depois da morte do marido, e a Segunda por ocasião de um jubileu. Esta última foi feita a pé, e em companhia de duas empregadas, fazendo as três romeiras a penitência de viver de esmolas que pediam.
De volta da Segunda peregrinação, soube de uma guerra que ia rebentar entre o filho Afonso e um rei vizinho e parente. Isabel, que de Deus tinha recebido o Dom de reconciliar ânimos exaltados e desfazer inimizades, pôs-se entre os dois litigantes e obrigou-os a fazerem as pazes.
Tendo chegado a Estremadura, Isabel adoeceu gravemente. Pressentindo a morte, para ela se preparou com todo fervor. Vestida de Clarissa, recebeu de joelhos o Santíssimo Viático. Próxima a morte, deu conselhos aos filhos, de conservar a paz e proceder sempre cristamente. Entre as dores da doença, repetiu muitas vezes a jaculatória:
“Ó Maria, Mãe das graças, Mãe de misericórdia, defendei-me contra o espírito maligno e recebei-me na hora da morte”.
Isabel morreu em 1336, na idade de 65 anos. Trezentos anos depois da morte foi-lhe o corpo encontrado sem sinal de corrupção, exalando perfume deliciosíssimo. Grandes milagres Deus se dignou fazer no túmulo de sua serva.
Isabel foi canonizada pelo Papa Urbano VIII, no ano de 1625.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Santos Processo e Martiniano
O Martirológio Romano honra hoje a memória dos Santos Processo e Martiniano que, “em Roma, foram batizados pelo apóstolo Pedro no Cárcere Mamertino, depois de sofrer contusões na boca, acúleo, nervos-de-boi, pauladas, chamas e escoriações, por último, mortos a espada, foram coroados com o martírio, no tempo do imperador Nero”.
Decorreram apenas dois dias da festa do apóstolo Pedro, e a Igreja Romana exalta a comovente vitória da fé que, perseguida, gera mais outros heróis. Estes mereceram especial destaque entre os protomártires romanos.
Poucas foram as notícias que a história nos transmitiu sobre estes dois mártires. Um sermão do Papa Gregório Magno, comemorativo ao martírio destes santos, nos fornece uma pista biográfica.
Processo e Martiniano eram soldados pagãos responsáveis pelos cárceres romanos. Sob a custódia deles estava São Pedro, preso no Cárcere Mamertino, que ainda hoje se conserva como monumento histórico, nos subterrâneos do Campidoglio. Era um recinto obscuro, úmido e apertado.
A veneranda figura de Pedro que irradiava fé, paciência nos sofrimentos, bondade nos tratos, terá sem dúvida comovido os dois guardas Processo e Martiniano que, catequizados, foram batizados pelo grande apóstolo.
Mais tarde, ao ser Pedro levado ao martírio, os carcereiros declararam professar a mesma fé. O juiz desabou em fúria e ameaças. Enfim, condenou-os à morte. Uma morte cruel, lenta, conforme a descrição do Martirológio Romano. Isso se deu na Via Aurélia, fora da cidade. Seus corpos foram recolhidos com veneração pelos cristãos e sepultados perto do túmulo de São Pedro, no jardim do Vaticano.
Quando foi construída a Basílica de São Pedro, suas relíquias foram colocadas honrosamente num altar, na ala direita da igreja, onde um belíssimo mosaico lhes perpetua a memória.
Decorreram apenas dois dias da festa do apóstolo Pedro, e a Igreja Romana exalta a comovente vitória da fé que, perseguida, gera mais outros heróis. Estes mereceram especial destaque entre os protomártires romanos.
Poucas foram as notícias que a história nos transmitiu sobre estes dois mártires. Um sermão do Papa Gregório Magno, comemorativo ao martírio destes santos, nos fornece uma pista biográfica.
Processo e Martiniano eram soldados pagãos responsáveis pelos cárceres romanos. Sob a custódia deles estava São Pedro, preso no Cárcere Mamertino, que ainda hoje se conserva como monumento histórico, nos subterrâneos do Campidoglio. Era um recinto obscuro, úmido e apertado.
A veneranda figura de Pedro que irradiava fé, paciência nos sofrimentos, bondade nos tratos, terá sem dúvida comovido os dois guardas Processo e Martiniano que, catequizados, foram batizados pelo grande apóstolo.
Mais tarde, ao ser Pedro levado ao martírio, os carcereiros declararam professar a mesma fé. O juiz desabou em fúria e ameaças. Enfim, condenou-os à morte. Uma morte cruel, lenta, conforme a descrição do Martirológio Romano. Isso se deu na Via Aurélia, fora da cidade. Seus corpos foram recolhidos com veneração pelos cristãos e sepultados perto do túmulo de São Pedro, no jardim do Vaticano.
Quando foi construída a Basílica de São Pedro, suas relíquias foram colocadas honrosamente num altar, na ala direita da igreja, onde um belíssimo mosaico lhes perpetua a memória.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Protomartires de Roma

A liturgia reformada colocou, com muito acerto, imediatamente após a festa dos Apóstolos Pedro e Paulo, a memória dos demais mártires que foram ceifados pela perseguição do imperador Nero, constituindo-se em preciosa semente que fecundou a gloriosa Igreja de Roma.
Torna-se oportuno aqui um breve enfoque histórico da primeira perseguição contra os cristãos (anos 65-68).
No ano 65 da era cristã, deu-se pavoroso incêndio que destruiu grande parte da cidade de Roma. A história diz que o cruel imperador Nero, tocando cítara, deleitava-se do alto duma colina a contemplar o macabro espetáculo. Deu-se então um levante do povo, indignado pelos fatos, e acusando o imperador pelo crime, Nero, a fim de desviar a indignação dos romanos, lançou a culpa do incêndio sobre os cristãos, considerados inimigos da religião professada pelo Império Romano.
O escritor romano Tácito, relatando esta perseguição, diz que foi ceifada “uma grande multidão de cristãos” submetidos às mais cruéis torturas: “Uns foram revestidos de pele de animais, para simbolizar representações mitológicas e melhor serem devorados pelas feras; outros, metidos em sacos de resina inflamável e amarrados em postes, foram queimados vivos a fim de iluminar ar ruas noite adentro”. O mesmo Tácito reconhece que “foram sacrificados não porque réus de incêndio, mas unicamente para satisfazer à crueldade do imperador” (Annales 15,44).
O Papa São Clemente Romano, contemporâneo destes fatos, escrevendo aos fiéis de Corinto, alude a esta perseguição dizendo: “Uma grande multidão de fiéis suportou ultrajes e torturas e se transformou no mais belo exemplo entre nós. Entre estes também muitas mulheres, sofrendo afrontas atrozes e sacrílegas, percorreram a trajetória segura da fé, obtendo o nobre prêmio, elas que eram fracas no corpo” (cap.6).
Estes primeiros mártires da Igreja Romana, envolvidos na mesma perseguição em que morreram os Apóstolos Pedro e Paulo, são contemplados pela memória litúrgica deste dia como preito de gratidão e propostos como maravilhoso exemplo de firmeza na fé.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
O amor que se deve ter á Nosso Senhor

Hoje refletiremos sobre o amor que um coração fiel deve ter ao seu Senhor e Salvador
E antes de tudo invoquemos aquela que por primeiro amou a Nosso Senhor
.
Ave Maria.
Refleti, pois vós o quanto uma alma devota deve amar a Cristo, ele verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, rebaixou-se a miserabilidade de nossa raça só para nos redimir do pecado. Ele que antes de que seu projeto se realizasse criou na unidade da Trindade Divina uma alma perfeita a qual foi cumulada de todas as graças possíveis e impossíveis,e fez com que esta tão bela criatura nascesse já livre das garras do pecado primeiro.Nela realizou-se plenamente a intenção da Cruz que era nos livrar do pecado e intenção esta que nós vilmente desprezamos.
Depois disso, o Divino Mestre, escolheu entre toda a raça eleita de Davi um varão que fosse digno de cuidar de sua Santa Mãe, e este homem era José, Santo este que todos os servos de Cristo iriam identificar como o terceiro na hierarquia celeste precedido só por sua divina Majestade e pela pureza santíssima de Sua mãe.
Ao nascer o próprio Cristo, por um Divino Desígnio desejou sofrer as penas de uma vida pobre e humilde, mostrando assim o valor do desapego aos bens mundanos que tão queridos são aos nossos corações, aos doze anos numa visita a morada de seu Pai Divino, o grande templo de Jerusalém, ensina o Divino Infante os mistérios da Salvação aos mais doutos de Israel, ensinamentos que deixariam estes tão orgulhosos doutores com pavor e medo de que aquela fosse a mão tenebrosa de Deus que viria para desmanchar toda iniqüidade no povo hebreu.
Passados alguns anos, o Divino Senhor, já no vigor da maturidade, sai de seu casebre em Nazaré para anunciar aos homens os Divinos Ensinamentos, e antes de tudo é batizado por São João Batista, seu primo e o último dos profetas, o qual revelaria sua Verdadeira Identidade como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", depois disso já prevendo os sofrimentos e humilhações que deveria passar para nos redimir, Cristo se isola no deserto para aí ficar só com seu Pai celeste, e nesta solidão é tentado pelo anjo caído e nos mostra quais as armas que devemos usar na batalha contra o grande ladrão de almas.
Após os quarenta dias no deserto, saí o Divino Homem pela Galiléia a pregar conversão e mudança radical de vida aos corações manchados pelo pecado. Assim guia um grupo de discípulos dos quais serão tirados os dozes primeiros Bispos e o Primeiro Papa,Pedro,chefe da Igreja então nascente.
Prevendo Cristo a aproximação do tempo de sua gloriosa Paixão, inicia sua caminhada á Jerusalém na qual deixa tão valiosos ensinamentos a posteridade cristã. Então aproximando-se o dia da oblação eterna.Na noite anterior Jesus ceia com seus apóstolos e muda o sentido do pão sem fermento e do vinho que agora tornar-se-ão seu Divino Corpo e seu Sacratíssimo Sangue.Terminada aquela derradeira ceia ,mergulha inteiramente nos seus sofrimentos,manchando de sangue a terra tão fértil do Monte das Oliveiras,e ao ver o exercito daquele que deveria oferecer dia e noite sacrifícios a Sua Divina Onipotência se entrega sem temor,como um cordeiro conduzido ao matadouro. E após de ter sido julgado em um injusto tribunal, é assassinado no, agora santificado, madeiro da Cruz, já não mais símbolo de sofrimento, mas de fé em sua Verdadeira Divindade e humanidade. passando-se então três dias,ressuscita como o DEUS glorioso que sempre foi,agora já com seu Divino Intento completado.
E então sobe aos Céus prometendo sua presença salvífica por intermédio do Divino Espírito Santo.
Portanto meus queridos e amados irmão, devemos nós dia e noite estar com nossos corações inflamados do verdadeiro e puro amor a Jesus Cristo, que tudo isto fez para que fôssemos redimidos de nossas tão grandes culpas e livres das garras do demônio que em nós se puseram pelo efeito do pecado de nossos primeiros pais.
E antes de tudo invoquemos aquela que por primeiro amou a Nosso Senhor
.
Ave Maria.
Refleti, pois vós o quanto uma alma devota deve amar a Cristo, ele verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, rebaixou-se a miserabilidade de nossa raça só para nos redimir do pecado. Ele que antes de que seu projeto se realizasse criou na unidade da Trindade Divina uma alma perfeita a qual foi cumulada de todas as graças possíveis e impossíveis,e fez com que esta tão bela criatura nascesse já livre das garras do pecado primeiro.Nela realizou-se plenamente a intenção da Cruz que era nos livrar do pecado e intenção esta que nós vilmente desprezamos.
Depois disso, o Divino Mestre, escolheu entre toda a raça eleita de Davi um varão que fosse digno de cuidar de sua Santa Mãe, e este homem era José, Santo este que todos os servos de Cristo iriam identificar como o terceiro na hierarquia celeste precedido só por sua divina Majestade e pela pureza santíssima de Sua mãe.
Ao nascer o próprio Cristo, por um Divino Desígnio desejou sofrer as penas de uma vida pobre e humilde, mostrando assim o valor do desapego aos bens mundanos que tão queridos são aos nossos corações, aos doze anos numa visita a morada de seu Pai Divino, o grande templo de Jerusalém, ensina o Divino Infante os mistérios da Salvação aos mais doutos de Israel, ensinamentos que deixariam estes tão orgulhosos doutores com pavor e medo de que aquela fosse a mão tenebrosa de Deus que viria para desmanchar toda iniqüidade no povo hebreu.
Passados alguns anos, o Divino Senhor, já no vigor da maturidade, sai de seu casebre em Nazaré para anunciar aos homens os Divinos Ensinamentos, e antes de tudo é batizado por São João Batista, seu primo e o último dos profetas, o qual revelaria sua Verdadeira Identidade como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", depois disso já prevendo os sofrimentos e humilhações que deveria passar para nos redimir, Cristo se isola no deserto para aí ficar só com seu Pai celeste, e nesta solidão é tentado pelo anjo caído e nos mostra quais as armas que devemos usar na batalha contra o grande ladrão de almas.
Após os quarenta dias no deserto, saí o Divino Homem pela Galiléia a pregar conversão e mudança radical de vida aos corações manchados pelo pecado. Assim guia um grupo de discípulos dos quais serão tirados os dozes primeiros Bispos e o Primeiro Papa,Pedro,chefe da Igreja então nascente.
Prevendo Cristo a aproximação do tempo de sua gloriosa Paixão, inicia sua caminhada á Jerusalém na qual deixa tão valiosos ensinamentos a posteridade cristã. Então aproximando-se o dia da oblação eterna.Na noite anterior Jesus ceia com seus apóstolos e muda o sentido do pão sem fermento e do vinho que agora tornar-se-ão seu Divino Corpo e seu Sacratíssimo Sangue.Terminada aquela derradeira ceia ,mergulha inteiramente nos seus sofrimentos,manchando de sangue a terra tão fértil do Monte das Oliveiras,e ao ver o exercito daquele que deveria oferecer dia e noite sacrifícios a Sua Divina Onipotência se entrega sem temor,como um cordeiro conduzido ao matadouro. E após de ter sido julgado em um injusto tribunal, é assassinado no, agora santificado, madeiro da Cruz, já não mais símbolo de sofrimento, mas de fé em sua Verdadeira Divindade e humanidade. passando-se então três dias,ressuscita como o DEUS glorioso que sempre foi,agora já com seu Divino Intento completado.
E então sobe aos Céus prometendo sua presença salvífica por intermédio do Divino Espírito Santo.
Portanto meus queridos e amados irmão, devemos nós dia e noite estar com nossos corações inflamados do verdadeiro e puro amor a Jesus Cristo, que tudo isto fez para que fôssemos redimidos de nossas tão grandes culpas e livres das garras do demônio que em nós se puseram pelo efeito do pecado de nossos primeiros pais.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Um ótimo texto neo-conservador
Suspiro
por Diego Ferracini
A Sagrada Liturgia, mantida e amada, pela Santa Igreja desde o seu início foi fonte constante de força mística para homens e mulheres das mais diferentes idades e épocas.
Os movimentos modernos atestam energicamente serem possuidores de uma autêntica espiritualidade, espiritualidade litúrgica, mas o que se analisa é diferente realidade; distorções macabras assolam almas e destroem a santidade presente nelas. O que diriam os místicos cristãos, que beberam da Liturgia como fonte borbulhante de vida espiritual, das atuais “modernizações” ou “inculturações”?
O que Santa Teresa do Menino Jesus, enquanto sacristã do Carmelo de Lisieux, diria da falta grotesca de zelo para com os santos paramentos? Túnicas sujas, casulas mal cortadas, ministros leigos paramentados tal qual sacerdotes! A Santa Comunhão ministrada de forma irreverente e sacrílega, ela que ansiava dia a dia pela união com o Amado, aceitaria recebe-lo de qualquer forma? Qual a impressão de Santa Teresa de Jesus ao adentrar uma “igreja” e ter que procurar o Sacrário que para melhor acomodação do “espaço litúrgico”, foi colocado de lado junto a algumas imagens que incomodavam o sacerdote? Ou ainda perceber que ela é mais uma “concelebrante”! Com toda certeza ela desistira de Reformar o Carmelo e reformaria o citado templo.
Quando ainda não são somente os espaços que não transmitem mais a fé, mas o discurso religioso que admite vertentes estranhas ao corpo doutrinal da Igreja. Santa Catarina de Sena, ouvindo uma homilia é admoestada a não lutar pelo papado, instituição humana e que provocou as maiores barbáries vistas pela humanidade, mas quem sabe lutar pela ordenação de mulheres, ela poderia ser a primeira! São Bento entenderia a Santa Missa como verdadeiro martírio, como é difícil encontrar Deus em meio a tanto barulho e agitação! Correria desesperadamente para o deserto.
A Beata Elisabete da Trindade ao ver o fiéis participando da Santo Sacrifício com tal histeria, como em um jogo de futebol, faria muitas outras penitências e talvez não suportasse chegar aos vinte e seis anos; ou ainda, ao ver as grades do Carmelo arrancadas e os véus cortados, talvez preferisse ficar no mundo a tocar seu belo piano.
São Domingos Sávio, o que pensaria das Cristo-Baladas onde o som que é tocados nas Missas ganha um remix juvenil? E a única diferença é a ausência de bebida alcoólica, a “pegação rola solta”, mas antes se faz o sinal da cruz claro! Ainda são católicos... O que une as duas baladas é definitivamente a ausência de Deus.
Dom Bosco em sua juvenil alegria, choraria de tristeza ao ver a Santa Missa tornar-se um palco de espetáculos horrendos aclamado por almas aflitas que adoram a um Deus-Sentimento, São Francisco teria grande trabalho em demonstrar que o fim último da caridade não é o pobre, e que coloca-lo sob o altar e adora-lo, não manifesta o verdadeiro amor cristão.
Quantos caminhos não teria que percorrer São Domingos para converter almas que se servem de Beatíssima Virgem como amuleto ou slogan de “mulher libertadora”; São Pedro Julião Eymard teria que ser duplamente inflamado de amor para com a Santa Eucaristia, para poder proclamar os abusos e indiferenças que claramente, ultrajam o Sacramento do Amor. São Tomás de Aquino outra Suma teria que escrever para demonstrar as belezas da Fé Cristã tão soterradas por inescrupulosos pastores.
São Pio de Pieltrecina aceitaria de bom grado ser totalmente chagado para revelar novamente a verdade da Cruz que é velada por promessas milagrosas e barganhas espirituais; não ficaria desolada Santa Joana D’Arc em ter que lutar contra, com ou sem espada, almas que desistiram da Verdade e levam os outros ao claro erro?
Não desistira o Beato José de Anchieta de converter os índios? Haja visto eles estarem muito melhor assim! Santa Edith Stein não permaneceria judia? Os judeus alcançarão à salvação final, onde estaria ela com a cabeça ao aceitar o Cristianismo e ainda por cima morrer por esta fé que definitivamente, matou tantos judeus como ela? Chesterton provavelmente aceitaria o Islamismo, pois afinal, adoramos o mesmo deus e o que importa é fazer o bem (relativo)!
Muito provavelmente Santa Clara, desistiria da vida contemplativa que é sinal visível da opressão machista que confina mulheres sábias em conventos e grades, seria ela mais uma freira descaracterizada militante de algum partido. São Vicente de Paulo, poderia facilmente trabalhar pelos pobres sem precisar de oração e vida sacramental, o que está na moda é a Ong com fachada cristã.
Que concorrência desleal teria São Bernardo de Claraval em suas homilias diante dos padres “favos de mel” que promulgam o “deus-aceita-tudo” ou ainda “a igreja chata que nós vamos mudar” e assim agradam a grande assembleia, desprovida de catequese e espiritualidade.
Para quem seriam dirigidas as Apologéticas de Santo Agostinho? Para os pagãos? Provavelmente não. São João Crisóstomo não teria a mesma atitude de Nosso Senhor no templo? Altares profanados, sacerdotes indignos... Poderia ele afirmar que os cristãos se diferem dos pagãos em suas atitudes? Quão triste não ficaria São Lourenço, quando interrogado, tivesse que entregar como bem da comunidade algumas casas na praia ou televisores de última geração.O Santo Cura D'Ars passaria dias sem confessar um fiel, visto que a "confissão é direta com Deus e o padre deixou fazer isso". São Luís Gonzaga teria muita dificuldade na vida religiosa, percebendo que castidade, obediência e pobreza são votos impositivos, negativos e cumprem-se somente no nível legal. As mártires de Compiègne pensariam duas vezes antes de colocar a cabeça na forca: "Morremos pela opressão da Revolução ou pela opressão da Igreja?"
São Thomas Moore não desejaria antes de morrer pedir perdão pelos protestantismos que alcançaram cumes altíssimos na Santa Igreja de Cristo? São Pio X não desejaria viver eternamente para proclamar os erros que tentam derrubar as portas da Igreja e começam por envergá-las?
Estes exemplos por mais que estejam fisicamente mortos, nos atestam que suas atitudes podem ser mais que atuais, o grande problema é quando questionamos os personagens e não as situações.
OBS:Fonte http://silentioetspes.blogspot.com/
por Diego Ferracini
A Sagrada Liturgia, mantida e amada, pela Santa Igreja desde o seu início foi fonte constante de força mística para homens e mulheres das mais diferentes idades e épocas.
Os movimentos modernos atestam energicamente serem possuidores de uma autêntica espiritualidade, espiritualidade litúrgica, mas o que se analisa é diferente realidade; distorções macabras assolam almas e destroem a santidade presente nelas. O que diriam os místicos cristãos, que beberam da Liturgia como fonte borbulhante de vida espiritual, das atuais “modernizações” ou “inculturações”?
O que Santa Teresa do Menino Jesus, enquanto sacristã do Carmelo de Lisieux, diria da falta grotesca de zelo para com os santos paramentos? Túnicas sujas, casulas mal cortadas, ministros leigos paramentados tal qual sacerdotes! A Santa Comunhão ministrada de forma irreverente e sacrílega, ela que ansiava dia a dia pela união com o Amado, aceitaria recebe-lo de qualquer forma? Qual a impressão de Santa Teresa de Jesus ao adentrar uma “igreja” e ter que procurar o Sacrário que para melhor acomodação do “espaço litúrgico”, foi colocado de lado junto a algumas imagens que incomodavam o sacerdote? Ou ainda perceber que ela é mais uma “concelebrante”! Com toda certeza ela desistira de Reformar o Carmelo e reformaria o citado templo.
Quando ainda não são somente os espaços que não transmitem mais a fé, mas o discurso religioso que admite vertentes estranhas ao corpo doutrinal da Igreja. Santa Catarina de Sena, ouvindo uma homilia é admoestada a não lutar pelo papado, instituição humana e que provocou as maiores barbáries vistas pela humanidade, mas quem sabe lutar pela ordenação de mulheres, ela poderia ser a primeira! São Bento entenderia a Santa Missa como verdadeiro martírio, como é difícil encontrar Deus em meio a tanto barulho e agitação! Correria desesperadamente para o deserto.
A Beata Elisabete da Trindade ao ver o fiéis participando da Santo Sacrifício com tal histeria, como em um jogo de futebol, faria muitas outras penitências e talvez não suportasse chegar aos vinte e seis anos; ou ainda, ao ver as grades do Carmelo arrancadas e os véus cortados, talvez preferisse ficar no mundo a tocar seu belo piano.
São Domingos Sávio, o que pensaria das Cristo-Baladas onde o som que é tocados nas Missas ganha um remix juvenil? E a única diferença é a ausência de bebida alcoólica, a “pegação rola solta”, mas antes se faz o sinal da cruz claro! Ainda são católicos... O que une as duas baladas é definitivamente a ausência de Deus.
Dom Bosco em sua juvenil alegria, choraria de tristeza ao ver a Santa Missa tornar-se um palco de espetáculos horrendos aclamado por almas aflitas que adoram a um Deus-Sentimento, São Francisco teria grande trabalho em demonstrar que o fim último da caridade não é o pobre, e que coloca-lo sob o altar e adora-lo, não manifesta o verdadeiro amor cristão.
Quantos caminhos não teria que percorrer São Domingos para converter almas que se servem de Beatíssima Virgem como amuleto ou slogan de “mulher libertadora”; São Pedro Julião Eymard teria que ser duplamente inflamado de amor para com a Santa Eucaristia, para poder proclamar os abusos e indiferenças que claramente, ultrajam o Sacramento do Amor. São Tomás de Aquino outra Suma teria que escrever para demonstrar as belezas da Fé Cristã tão soterradas por inescrupulosos pastores.
São Pio de Pieltrecina aceitaria de bom grado ser totalmente chagado para revelar novamente a verdade da Cruz que é velada por promessas milagrosas e barganhas espirituais; não ficaria desolada Santa Joana D’Arc em ter que lutar contra, com ou sem espada, almas que desistiram da Verdade e levam os outros ao claro erro?
Não desistira o Beato José de Anchieta de converter os índios? Haja visto eles estarem muito melhor assim! Santa Edith Stein não permaneceria judia? Os judeus alcançarão à salvação final, onde estaria ela com a cabeça ao aceitar o Cristianismo e ainda por cima morrer por esta fé que definitivamente, matou tantos judeus como ela? Chesterton provavelmente aceitaria o Islamismo, pois afinal, adoramos o mesmo deus e o que importa é fazer o bem (relativo)!
Muito provavelmente Santa Clara, desistiria da vida contemplativa que é sinal visível da opressão machista que confina mulheres sábias em conventos e grades, seria ela mais uma freira descaracterizada militante de algum partido. São Vicente de Paulo, poderia facilmente trabalhar pelos pobres sem precisar de oração e vida sacramental, o que está na moda é a Ong com fachada cristã.
Que concorrência desleal teria São Bernardo de Claraval em suas homilias diante dos padres “favos de mel” que promulgam o “deus-aceita-tudo” ou ainda “a igreja chata que nós vamos mudar” e assim agradam a grande assembleia, desprovida de catequese e espiritualidade.
Para quem seriam dirigidas as Apologéticas de Santo Agostinho? Para os pagãos? Provavelmente não. São João Crisóstomo não teria a mesma atitude de Nosso Senhor no templo? Altares profanados, sacerdotes indignos... Poderia ele afirmar que os cristãos se diferem dos pagãos em suas atitudes? Quão triste não ficaria São Lourenço, quando interrogado, tivesse que entregar como bem da comunidade algumas casas na praia ou televisores de última geração.O Santo Cura D'Ars passaria dias sem confessar um fiel, visto que a "confissão é direta com Deus e o padre deixou fazer isso". São Luís Gonzaga teria muita dificuldade na vida religiosa, percebendo que castidade, obediência e pobreza são votos impositivos, negativos e cumprem-se somente no nível legal. As mártires de Compiègne pensariam duas vezes antes de colocar a cabeça na forca: "Morremos pela opressão da Revolução ou pela opressão da Igreja?"
São Thomas Moore não desejaria antes de morrer pedir perdão pelos protestantismos que alcançaram cumes altíssimos na Santa Igreja de Cristo? São Pio X não desejaria viver eternamente para proclamar os erros que tentam derrubar as portas da Igreja e começam por envergá-las?
Estes exemplos por mais que estejam fisicamente mortos, nos atestam que suas atitudes podem ser mais que atuais, o grande problema é quando questionamos os personagens e não as situações.
OBS:Fonte http://silentioetspes.blogspot.com/
Assinar:
Postagens (Atom)

